30 de junho de 2015

Aquela coisinha chamada ansiedade



Ser uma pessoa ansiosa nunca facilitou as coisas pra mim. Quando era pequena, lembro de ter perdido alguns passeios escolares por conta de estar passando mal bem no dia, de tão ansiosa que estava. Sou tão ansiosa que fiquei tão ansiosa para escrever esse texto e, quando cheguei em casa, tinha esquecido tudo que tinha em mente.

Na época de apresentações do ballet, tinha que ter uma lista com tudo que precisaria levar, para não esquecer. Aliás, até hoje sou assim com tudo. Vou viajar, faço uma lista um mês antes, no mínimo; vou para alguma feira (tipo Bienal ou Mega Artesanal), faço roteiro e planejo possíveis combinações de roupas e o que levar na bolsa; Sei que tem algo no correio esperando por mim, passo a manhã toda ansiosa até a hora de retirar.

Essa semana vivenciei uma experiência até um pouco assustadora por conta da ansiedade. Cheguei um dia em casa, depois de ter trabalhado o dia todo, e queria porque queria organizar meu quarto todo por conta de um item novo que tinha adquirido para minha escrivaninha. Como já era bem tarde, não fui capaz de realizar isso, mas no dia seguinte, ao chegar do trabalho (nota-se: era um sábado, 15h30), nem tirei o uniforme e fui mudar tudo de lugar, passar aspirador e organizar as minhas tralhas.

Quando teimo com algo, quando não estou feliz com as coisas, preciso mudá-las. Meu quarto é o maior sofredor disso. Tem horas que olho para ele e penso: droga, preciso mudar algo, não estou me sentindo confortável. Ai penso em comprar móveis novos, itens novos de decoração. Mas é só reorganizar toda a mobília para eu já sentir que meu quarto é novo e que não preciso comprar nada.


É difícil imaginar uma situação que não me deixe ansiosa. Meses atrás fui pesquisar sobre intercâmbios para fazer no futuro, e já passei uma semana dormindo mal e tendo pesadelo. Posso deitar cedo, junto com as galinhas igual alguns dizem, mas passo muito tempo sem conseguir fechar os olhos pensando em tudo, reavaliando tudo, organizando tudo na minha mente. Minha cabeça tem hora que não para, e eu penso demais. Penso tanto que estou escrevendo esse parágrafo aqui e já imaginando como o texto vai acabar. E ai, o que acontece? Acaba assim. 

4 comentários:

  1. Mulher, como eu te entendo!!! Ser ansiosa nunca me ajudou em nada também, aliás, só trouxe crises, noites mal dormidas e alergia. Felizmente estou conseguindo começar a controlar um pouco com o yoga. É maravilhoso e você devia mesmo tentar!

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  2. Se você se sente incomodada com isso, pode procurar um especialista pra tentar ajudar. A gente tem fases e fases, e vou confessar que estou lendo isso numa fase bem ansiosa da minha vida também, um monte de coisas acontecendo. Quando a coisa está acelerada demais, parar e respirar ajuda um bocado. Também imaginar que a tensão dos meus ombros está virando uma geleca tipo amoeba e escorrendo pelo meu corpo até sair pelos pés. Hehe.

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    Respostas
    1. Oi, Sofia!
      Eu sempre uso floral para essas "crises". Inclusive, no meu TCC do Ensino Médio, tive que tomar quase um vidro inteiro antes da apresentação de tão ansiosa e nervosa que estava.
      Quando tem muita coisa nova acontecendo na nossa vida parece que vamos ficar louquinhas, né?!

      Obrigada pelo comentário!

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