10 de abril de 2015

Minha relação de amor e ódio ao: Jornalismo

Sou leitora desde que me conheço por gente. Amo escrever desde que comecei a entender quão bem a leitura me fazia, e o tanto que eu pensava em coisas "extras" que gostaria de ler. Comecei a escrever para mim. De poemas, a fanfics. Escrevi de tudo, nunca terminei nenhuma história grande, mas ainda as escrevo. Decidi fazer jornalismo por causa disso. Comecei o Ensino Médio querendo fazer um curso técnico que tivesse alguma relação, e só achei Publicidade. No final, estava amando criar coisas, mas não pensei em seguir como profissão, era mais um hobby. Ainda é. Invisto na marca do meu blog e no que tenho interesse, mas sempre faço pesquisas sobre como melhorar isso. Sempre me senti bem em ser a que fazia os power points mais bonitos e arrumados da sala (fazia questão de fazê-los, pois sou muito perfeccionista e orgulhosa), e fiz o TCC do Curso Técnico sozinha pelo mesmo motivo. Do jeitinho que eu queria. Tirei 10 e me senti o máximo.

Então entrei na faculdade esperando escrever muito, fazer umas das coisas que eu era apaixonada. Lia 100 livros por ano desde o Ensino Médio, em média, e queria mostrar ao mundo quão bem eu sabia escrever e como eu gostava disso. No  seguno ano meu sonho de trabalhar em Jornal e escrever muito foi embora. Minha professora de redação disse para não esperarmos tudo isso, que não era fácil e nem um mar de rosas. Fiquei com raiva e ai minha vontade de estudar isso começou a minar. Não queria mais saber de trabalhar com essa profissão, e por pouco não desisti de tudo. Não valia a pena largar tudo naquela altura do campeonato, e continuei. Mas a vontade de levar aquilo pra frente tinha acabado.

E ai chegou o ano de fazer TCC. Eu estava animada, mas mais para a parte gráfica de tudo isso do que para a parte de matérias. Decidi fazer uma revista literária, era minha vontade desde que entrei na faculdade, e jamais mudaria esse projeto. Levei o namorado junto para dentro disso. Ele escreveria a maior parte das matérias enquanto eu trabalharia no design todo. Deu super certo, mas a nota me desanimou mais uma vez. Não foi o dez que eu tanto esperava. Voltei a ficar chateada. 

A formatura chegou, aquele calor do momento de finalmente estar se formando, e me senti emocionada. EU finalmente tinha me formado na faculdade, e eu era uma Jornalista! Quão incrível era isso!? A partir dai comecei a sentir vontade em trabalhar com isso, em me envolver nesse mundo. Pois lemos tanta coisa errada na mídia, e eu queria fazer parte disso para fazer a diferença. Mas não queria trabalhar em veículos de informação hard news (que é o Jornalismo diário). Meu sonho (após o segundo (d)ano da faculdade) era entrar numa revista que não trabalhasse com esse tipo de jornalismo e até, quem sabe, dar uns pitacos na parte de design. Fui atrás de duas coisas que gostava após isso: blogueiras jornalistas que levavam a profissão de um jeito mais legal do que o que eu tinha visto durante os 4 anos de faculdade. Encontrei a Karol Pinheiro. Na verdade, não foi bem assim. Foi bem por acaso. Descobri o canal do Youtube dela e como ela tinha conseguido chegar onde estava agora. Era tudo que eu queria. Mas com conseguir isso se nem tinha vontade de trabalhar com Jornalismo? Mas eu amava muito algo: trabalhar no blog, ler e escrever. Tudo bem, eu odiava escrever matérias e leads e releases e hard news, mas por que não adaptar isso à minha realidade e às minhas vontades?

Pode acreditar que eu não sei o que deu em mim nos últimos meses, mas me sinto finalmente a jornalista que escolhi ser (mesmo que tenha passado a maior parte dos quatro anos odiando isso) e decidi passar isso pro blog, que no momento é a melhor plataforma que possuo para praticar esse meu lado jornalístico, e eu espero que vocês gostem! Não, eu não vou parar de falar das coisas que falo aqui, jamais! Mas outros assuntos surgirão, ok?! E eu finalmente começarei a exercitar a minha profissão. E quem sabe as coisas que virão após isso ... vamos esperar.




2 comentários:

  1. Tô orgulhosa desse post e sei como você se sente.
    Não sei se há muito o que eu fazer, mas conte comigo SEMPRE!

    <3

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