23 de novembro de 2013

O conto que rendeu muitos pontos

Há algumas semanas resolvi participar de um concurso de contos promovido pela livraria Maxsigma da minha cidade, em parceria com a página E Conte Outra Vez e várias editoras. Sou meio pessimista, então parte de mim acreditava muito que meu conto era capaz de ganhar, mas a outra parte... bem, essa ficava meio tristinha por achar que não era bom o suficiente. 

Surpresa fiquei ao me informarem que fiquei entre os finalistas (foram 4 categorias, e 2 competidores em cada) da minha categoria, que era a 4, com os acima de 15 anos. Hoje, 23 de novembro, foi a divulgação dos primeiros e segundos lugares e eu fiquei muito ansiosa a semana toda, acreditando, sabendo que eu tinha dado meu máximo ao escrever o conto, e que ele tinha chances. Mas aquela parte pessimista ainda persistia, principalmente no momento em que eu estava no meio dos outros concorrentes. Mas eis que ouço o Ricardo (mediador do evento) lendo a parte final do meu querido conto, me classificando como a primeira colocada... Eu pensei que meu rosto travaria no sorriso que dei. O prêmio? Bom... se vocês lerem o meu conto, eu conto :D


O Dragão da Sabedoria 


Essa história não é uma história comum. Não sou menino, muito menos herói. Não vivi batalhas, não salvei princesas, não fui amaldiçoado nem nada disso. Sou um dragão.

Meu nome é Tim e eu não sei minha idade. Já estou velho, mas essa história começa quando eu era pequeno e minha mãe lia para mim. Ela era humana e me acolhera quando eu ainda era um ovo. E ela era uma ladra de livros. Em todo solstício trazia um livro novo e o lia para mim. Sua voz era linda, e eu a amava.

Em uma noite de lua cheia, quando ela saiu para pegar mais uma história, eu a segui. E foi dessa vez que tudo deu errado. Os livros vinham do velho que morava sob a montanha, numa antiga cabana de madeira. Ele percebeu a movimentação da minha mãe naquela noite, e a matou quando ela retirava um livro da prateleira. Estava assustado, e foi um reflexo fatal. Naquela hora eu congelei, não soube o que fazer. Desajeitadamente voei até ela, escapando dos golpes do velho e o acertando com minha cauda. Assim que ele caiu, encostei a cabeça no peito de minha mãe, que estava silencioso. Achei que ele me mataria também, mas ao ver que eu era pequeno e me preocupava com ela, ele me poupou. 

Com arrependimento do mal que fez, o velho adotou-me. Com ele aprendi a ler e escrever usando minhas garras. Cada noite ele lia um livro de sua vasta coleção, até o dia em que deu seu último suspiro. Aprendemos a nos comunicar, e vivemos bem durante alguns anos, nos quais pude aprender tudo que ele descobriu ao longo de sua vida. Eu sabia que aquele ancião me amava e sentia muito pela morte de minha bela mãe.

Hoje não sou apenas um dragão. Sou um sábio, e transmito todo meu conhecimento a qualquer um que queira ouvir, e que esteja disposto a ter isso vindo de um dragão gigante. Os humanos não me temem mais e sei que, por estar vivo, permito que cada um deles tenha sua própria aventura ao ouvir meus conselhos e histórias. E isso, meu caro, é o suficiente para eu viver feliz.
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E foi isso que eu trouxe para casa ♥:





6 comentários:

  1. Larissa,parabéns!
    Adorei o conto e seu cantinho!
    Abraços!
    Ana Cristina
    www.costurandoarts.blogspot.com

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  2. Parabéns, Larissa. Não a conheço mas já ouvi muito falar de você pelos meus amigos escritores Leandro Reis e Georgete Sillen. Gostei muito de seu conto, e como escritor também, posso dizer com experiência, de que uma carreira brilhante pode estar se desenhando pra você. Forte abraço! www.facebook.com/carlossantosprof

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  3. Parabéns, Larissa
    Escrever com tão poucos números de linha é um desafio muito grande e vc venceu lindamente.
    bjs
    Juliana Velonessi

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  4. Parabéns, Larissa
    Escrever com tão poucos números de linha é um desafio muito grande e vc venceu lindamente.
    bjs
    Juliana Velonessi

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  5. Eu nem sei como agradecer o carinho de vocês. É muito bom receber comentários tão fofos aqui no blog!
    Obrigada, Ana Cristina!
    Obrigada, Carlos, fico feliz que tenha gostado e que espero mesmo que essa minha paixão possa tornar-se uma carreira!
    Ju, não sei nem o que dizer! Só de saber que leu meu conto (e que gostou!), nossa, eu fico exultante! ♥ Obrigada mesmo!!

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  6. Parabéns você escreve muito bem.
    Seu blog é uma graça.

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Obrigada pela visita. Espero que tenha gostado e que volte mais vezes. Se quiser deixar um recado, fique à vontade!